quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Carnatal 2012 – Descrições realistas dos blocos

Carnatal

Finalmente chegou a época do ano pela qual tão ansiosamente esperamos o ano inteirinho. É hora de procrastinar no trabalho, esquecer que a cidade está concorrendo com o inferno em termos de qualidade de vida e, principalmente, é hora de usar o patrimônio público como catalisador do enriquecimento desenfreado de empresas privadas pertencentes a pessoas que já mamam nas tetas públicas o ano todo.

Mas, vamos ao que interessa.
Para a nossa alegria, resolvi elaborar novas descrições para alguns de nossos mais tradicionais blocos, baseado em uma realidade paralela, bem diferente do fantástico mundo da folia.

Ô, ô, ô, só ria! Pra não chorar.

Caju com Assalto
O bloco que homenageia algumas das grandes tradições do Carnatal desde seus primórdios: os furtos, roubos, subtrações e latrocínios. Puxado com fervor pela magnífica Claudinha Sem Lei, a diversão aqui é a troca involuntária de objetos de valor. Se roubarem o seu iPhone, surrupie o Galaxy da sua paquera. Afinal, no Carnatal, se ninguém é de ninguém, imagina as coisas.

SapinhoAê
Animado pela banda Pangaré, o negócio aqui é beijar MOAITO! Não importa se a pessoa é feia, horrível, deformada, alienígena ou zumbi. Só não vale discriminar. Quem se importa se você passou o ano todo cuidando da sua saúde bucal e higiene pessoal? Carnatal é língua na língua. Se a língua tiver fungos, bactérias, coliformes fecais, resquícios de espetinho de gato doente ou doenças mais raras que gente bonita nesse bloco, melhor! Toda aventura tem suas cicatrizes.

Mijo Cagão
Este bloco é a prova viva de que essa história do Carnatal ser uma festa privada é pura baboseira. Basta procurar, durante todo o percurso, algo que possa ser chamado de privada. Como os banheiros químicos servem apenas para a chamada antecipada de Hugos, Rauls e outros companheiros indesejáveis, a onda é usar a criatividade e o jeitinho brasileiro. E é uma onda de urina! Muros de residências, veículos alheios, patrimônio público e até sua própria roupa, tudo faz parte dessa festa molhada. E se a vontade for de número 2? Ah, tem umas 100 ruas discretas no percurso, vão achar que foi cachorro.

UFCerveja e Soco
Carnatal é lutar, Carnatal é sofrer, Carnatal é apanhar e bater.
Esse é, por knok-out, o mais divertido dos blocos. Pra que beijar bocas se você pode beijar punhos? Pegar alguém? Só se for na baiana! Aqui é lugar de quem curte uma coreografia. Dança da voadora, joelinho na cabeça, mamãe toma um sacode. Tudo sob a instigante trilha sonora da estonteante Ivete Sangrá-lo.  É ou não é um bloco do cacete?

Nana e os Bananas
E daí que o Bel ganhou zilhões regravando as mesmas 6 músicas durante uns 30 anos? Vamos dar mais dinheiro pra ele, porra! O cara, além de gênio musical e domador de hordas de acéfalos, é um puta de um filantropo. Doou a um ex-integrante da “banda” que sofre de uma doença degenerativa migalhas suficientes para que ele vivesse o bastante para testemunhar o sucesso do qual não desfrutou por ter dado o mole de ficar doente. Chicleteiro eu, foda-se ele.

Blog Inferno Escroque

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