
Finalmente chegou a época do ano pela qual tão ansiosamente esperamos
o ano inteirinho. É hora de procrastinar no trabalho, esquecer que a
cidade está concorrendo com o inferno em termos de qualidade de vida e,
principalmente, é hora de usar o patrimônio público como catalisador do
enriquecimento desenfreado de empresas privadas pertencentes a pessoas
que já mamam nas tetas públicas o ano todo.
Mas, vamos ao que interessa.
Para a nossa alegria, resolvi elaborar novas descrições para alguns
de nossos mais tradicionais blocos, baseado em uma realidade paralela,
bem diferente do fantástico mundo da folia.
Ô, ô, ô, só ria! Pra não chorar.
Caju com Assalto
O bloco que homenageia algumas das grandes tradições do Carnatal
desde seus primórdios: os furtos, roubos, subtrações e latrocínios.
Puxado com fervor pela magnífica Claudinha Sem Lei, a diversão aqui é a
troca involuntária de objetos de valor. Se roubarem o seu iPhone,
surrupie o Galaxy da sua paquera. Afinal, no Carnatal, se ninguém é de
ninguém, imagina as coisas.
SapinhoAê
Animado pela banda Pangaré, o negócio aqui é beijar MOAITO! Não
importa se a pessoa é feia, horrível, deformada, alienígena ou zumbi. Só
não vale discriminar. Quem se importa se você passou o ano todo
cuidando da sua saúde bucal e higiene pessoal? Carnatal é língua na
língua. Se a língua tiver fungos, bactérias, coliformes fecais,
resquícios de espetinho de gato doente ou doenças mais raras que gente
bonita nesse bloco, melhor! Toda aventura tem suas cicatrizes.
Mijo Cagão
Este bloco é a prova viva de que essa história do Carnatal ser uma
festa privada é pura baboseira. Basta procurar, durante todo o percurso,
algo que possa ser chamado de privada. Como os banheiros químicos
servem apenas para a chamada antecipada de Hugos, Rauls e outros
companheiros indesejáveis, a onda é usar a criatividade e o jeitinho
brasileiro. E é uma onda de urina! Muros de residências, veículos
alheios, patrimônio público e até sua própria roupa, tudo faz parte
dessa festa molhada. E se a vontade for de número 2? Ah, tem umas 100
ruas discretas no percurso, vão achar que foi cachorro.
UFCerveja e Soco
Carnatal é lutar, Carnatal é sofrer, Carnatal é apanhar e bater.
Esse é, por knok-out, o mais divertido dos blocos. Pra que beijar
bocas se você pode beijar punhos? Pegar alguém? Só se for na baiana!
Aqui é lugar de quem curte uma coreografia. Dança da voadora, joelinho
na cabeça, mamãe toma um sacode. Tudo sob a instigante trilha sonora da
estonteante Ivete Sangrá-lo. É ou não é um bloco do cacete?
Nana e os Bananas
E daí que o Bel ganhou zilhões regravando as mesmas 6 músicas durante
uns 30 anos? Vamos dar mais dinheiro pra ele, porra! O cara, além de
gênio musical e domador de hordas de acéfalos, é um puta de um
filantropo. Doou a um ex-integrante da “banda” que sofre de uma doença
degenerativa migalhas suficientes para que ele vivesse o bastante para
testemunhar o sucesso do qual não desfrutou por ter dado o mole de ficar
doente. Chicleteiro eu, foda-se ele.
Blog Inferno Escroque
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